J.A. Souza is a former Brazilian legislator and business executive. He is an expert on doing business in Brazil and a member of the Accomplished Executive team at Boardroom Metrics.

 

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Após o rebaixamento do credito dos Estados Unidos da América pela Standard and Poors as preocupações deram volta ao mundo gerando nos mercados de capitais grande tensão. A crise do Euro serviu como aditivo à crise e os investidores estão perguntando como gerir seus portofólios. Investidores querem um porto seguro para atracar seus investimentos. Tem sido dito que a maximização da riquesa do acionista é o principal objetivo de uma compania.  Executivos e conselhos de governança corporativa estão sempre motivados na busca desse propósito. Mas como os acionistas podem avaliar, em tempos de recessão, a perfomance da corporação? Como eles analisarão o que é lucrativo, o que é arriscado e o que é seguro? Eu tenho uma preferência para executar essa tarefa: a análise dos fluxos de caixa.

Anos atrás eu estava assistindo a um seminário na Universidade de Toronto denominado “Mentes Brilhantes” e tive a oportunidade de ouvir uma palestra proferida pelo Professor William F. Sharpe. Ele enfatizava a importância da aversão ao risco, a necessidade de geração de fluxos de caixa pelos investimentos, e a significância do valor presente líquido dos fluxos de caixa.   Para reforçar esses conceitos, fui aos meus livros de finanças para encontrar um útil poema que recomendo a todos investidores. Os versos são uma paródia doThe Raven de Edgard Allan Poe, escrita por Herbert S. Bailey Junior, denominada:  Quoth the Banker “Watch Cash Flow”.  Eu segui o conselho dos Professores Sharpe e Bailey Jr  e, eu os recomendo aos investidores, executivos e pessoas interesadas em administração financeira.

A administração financeira está presente na nosso vida a todo momento. Tudo que fazemos na nossa vida está de alguma forma ligado aos fluxos de caixa. As simples tarefas de uma casa necessitam ser planejadas em termos de caixa da mesma forma que as transações das corporações necessitam de planejamento dos fluxos de caixa. Pessoas e corporações podem gerar lucros, mas isto não significa que eles estão gerando caixa.  Eu tenho observado companias consideradas lucrativas adquirindo serviços e materias primas para serem pagos em trinta dias ou menos e, vendendo serviços e produtos para serem recebidos em sessenta dias ou mais.Estas companhias apresentam lucros, mas elas não podem ser consideradas pelos analistas como lucrativas. E eu, não acredito que sejam. Elas são investimento de risco por causa de baixa liquidez. A mesma idéia pode ser transferida para as atividades de uma residência.

Companias trabalhando com um elevado  leverage financeiro encontram dificuldades na adequação das entradas e saídas de caixa  geradas pelas operações. Essas empresas tem grande concentração de recursos de terceiros e confiam muito na obtenção de tais recursos. Em tempos de recessão, gerar caixa nas empresas não é uma tarefa simples e os custos associados a essa tarefa são por demais elevados.   Analistas devem avaliar os fluxos de caixa planejados para o longo prazo. Da mesma forma, investidores e executivos necessitam dar maior atenção à Demonstração do Fluxo de Caixa (cash flow statement ), uma importante ferramenta para avaliar a capacidade da compania gerar caixa para atender às necessidades de suas operações.

Analistas, administradores domésticos, investidores, executivos e membros dos conselhos de governança corporativa, prestem atenção nos fluxos de caixa.Analizem os fluxos de caixa das empresas para o longo prazo, bem como as demonstrações de fluxo de caixa. São importantes recursos para orientar as decisões.