J.A. Souza is a former Brazilian legislator and business executive. He is an expert on doing business in Brazil and a member of the Accomplished Executive team at Boardroom Metrics.


Eu venho observando que companias que executam serviços de auditoria, compliance e, assurance, estão investindo em grupos multidisciplinares para execução de serviços de contabilidade forense. O mercado para contabilistas especializados na áre forense parece estar crescendo. Após a era de Enron, Worldcom, medidas foram adotadas para o cumprimento de novas normas. Mas a rescente crise no mercado de sub-prime e hipotecas deu, a acionistas e ao público em geral, a impressão de que conselhos de governança corporativa, conselhos fiscais e, empresas de auditoria, falharam na previsão e contenção de operações fraudulentas. Porque falharam? O que poderia ter sido feito pelas grandes corporações além da implantação de normas sobre regulamentação específica? O certo é que uma das soluções está na forma como as corporações implantarão e expandirão suas políticas de prevenção de fraudes.

Entidades públicas e privadas contratam todo ano os serviços junto a empresas de auditoria. A auditoria é um método utilizado pelas companias para avaliar o controle interno, processos, transações, cumprimento de normas e legislação e, demonstrações financeiras. O exame de auditoria consiste em testes específicos avaliando atividades, procedimentos contábeis, e reduz o potencial de deficiência no controle interno. Entretanto, ele não elimina a fraude. Há algumas razões do porque procedimentos de auditoria não eliminam fraude. Uma das razões é que o processo de auditoria é feito em base de testes e, os exames não tem a profundidade desejada. As organizações processam diariamente muitas transações. É impossível para auditores analizar todos os negócios realizados. Outra razão é que os auditores externos reconhecem que a procura por fraudes é uma tarefa que demanda tempo. O escopo do trabalho de auditoria é desenhado em testes e avaliações feitas previamente, que determinam a extensão do exame.

Auditores sabem que crimes do colarinho branco ocorrem com frequência e sua procura é complexa. Profissionais de auditoria reconhecem que há diversas maneiras de desviar ativos de companias. Os perpetradores de operações fraudulentas sabem como cometê-las. Auditores externos não tem tempo suficiente para pesquisar todas as possibilidades de fraude. Eles devem cumprir a programação contratada, seguindo o programa de trabalho e o limite de tempo planejado. Uma vez completado o trabalho planejado, a equipe de auditoria é transferida para outro cliente. A pesquisa por fraudes requer tempo, métodos de investigação, uso de sistemas específicos e contabilistas especializados.

Os perpetradores da fraude, em geral, conhecem os controles internos e os procedimentos a serem seguidos. Em muitos casos os executores da fraude são os responsáveis pelas rotinas e procedimentos. A fraude pode ser executada porque seus executores são especialistas no controle de procedimentos. Por outro lado, auditores externos são treinados para avaliar os sistemas em geral e demonstraçòes financeiras. Auditores externos não são treinados para ter como primeira habilidade a procura por fraude. Os executores da fraude normalmente utilizam longo prazo para construir e para eliminar os traços de suas ações. Neste caso, os executors da fraude tem mais sucesso que os auditores externos.

Considerando que é difícil a pesquisa por fraudes, os membros da governança corporativa das empresas, e os membros do conselho fiscal, entenderam que são necessária medidas para soluções eficientes e duradouras. Estas soluções são políticas de prevenção de fraudes, grupos internos de prevenção de fraudes e, profissionais externos especializados em contabilidade forense. Observando estas tendências, empresas de auditoria estão à procura de contabilistas com habilidades neste campo.

É tempo de talentosos contabilistas abraçarem esta crescente tendência.

Bibliography
Bragg, Janice M. R. Anderson & Steven M. The Controller’s Function. New York: John Wiley and Sons, Inc., 2000.