Brasil, um dos membros do BRICs, foi recentemente classificado como uma das cinco maiores economias do mundo ( the world’s top five economies). Para analistas a economia brasileira estará crescendo firme, promovendo investimentos externos, alargando as exportações de commodities e, criando expectativas para uma nova classe media (new lower middle class). Como resultado, executivos e companhias internacionais  são aqueles interessados em estabelecer bases sólidas no pais, considerando o potencial das crescentes oportunidades.  Empresas e investidores não estão apenas projetando seus negócios pensando na Copa do Mundo de 2014 e nos jogos Olímpicos de 2014( 2014 Soccer World Cup or 2016 Olympic Games   ). Eles estão tambem procurando por possibilidades além destes eventos. Entretanto, como companhias e investidores estão alcançando este mercado valioso? Quais são as ferramentas necessárias para ser um participante de sucesso? O que executivos internacionais necessitam aprender para ter sucesso em suas missões?

O compositor Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim) uma vez disse: “O Brasil não é para pricipiantes”( Brazil is not for beginners). Da mesma forma que imigrantes confrontam a “falta de experiência no país”  (“Canadian experience ”) quando se estabelecem no Canadá, experientes executivos internacionais estarão confrontando diferenças culturais na forma de trabalhar quando negociando no Brasil. As pessoas podem indagar: Porque estas diferenças na forma de trabalhar? Numa economia global porque  lá os negócios não são executados da mesma forma que  no Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha? Em que aspectos os executivos brasileiros diferem dos executivos internacionais? As respostas estão no “jeito brasileiro” uma aproximação do  “jeitinho brasileiro”.  O “jeito brasileiro”pode ser definido como forma de trabalhar  frente a dificuldades como: a falta de planejamento no medio e longo prazo; as medidas adotadas para enfrentar a grande burocracia, os custos indiretos oriundos de serviços publicos ineficientes, a deficiência na infra estrutura básica,  a falta de segurança, a improvisação e, o deficiente controle de qualidade. Para sobreviver neste difícil cenário, investidores e executivos internacionais necessitam ser treinados e orientados por experientes conselheiros e executivos brasileiros. Estes executivos tem um alto nivel de educação internacional e conhecem como fazer negócios no país. Eles são direcionados, articulados e, podem ser considerados valiosos ativos para companias que estão iniciando atividades no Brasil.

Outro ponto a ser mencionado é que executivos brasileiros gostam de construir com seus parceiros comerciais fortes e duradouras relações. Baseado nesta forte relação, negócios podem ser feitos, processos podem ser melhorados e, objetivos podem ser alcançados. A mudança de membros de um time internacional não é recomendada.  Construir longas e duradouras relações são as bases para fazer negócios no país. Executivos internacionais não devem esperar fazer negócios na primeira viagem.  Leva tempo para obter uma resposta favorável de executivos brasileiros. O completo entendimento do cenário e do terreno apresentado, é obrigatório. O acompanhamento de experientes e recomendados advogados e contabilistas é também obrigatório. Estes, devem trabalhar como úteis conselheiros, evitando-se dificuldades.

Para concluir, executivos internacionais, quando negociando com parceiros brasileiros, estarão corretos se forem pacientes, flexíveis, e confiáveis. É preciso muita paciência para compreender as curvas e o sobe e desce de uma negociação. Leva tempo e, executivos internacionais necessitam avaliar se estão negociando com as pessoas certas, se estas pessoas fazem parte do processo decisório.  Em  alguns casos, o processo não anda na velocidade necessária porque os negociadores não são aqueles interessados na decisão final. Também, executivos internacionais necessitam ser flexíveis para encontrar os caminhos de como lidar com a burocracia brasileira. Neste ponto o uso de despachantes (despachante) é recomendável. Eles são competentes para dar velocidade em processos, seguindo regras e procedimentos, economizando custos para clientes internacionais. Finalizando, pessoas confiáveis são as bases de negociações de sucesso. Executivos brasileiros são experientes em promover negócios com parceiros consistentes e com quem eles podem contar. Executivos internacionais não devem entender ou mal interpreter o “jeito brasileiro” como uma desculpa para não seguir normas, ser anti-ético, não cumprir contratos, ou desfazer acordos prévios. Executivos brasileiros admiram parceiros aptos para confrontar os desafios do país com profissionalismo, entusiasmo e, conhecimento para ultrapassar os obstáculos do momento. Executivos internacionais, quando negociando com parceiros brasileiros, tentem entender o “Jeito brasileiro”.